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Ter, Outubro

Comissão de demitidos da Comil e Sindicato dos Metalúrgicos se reúnem com Ministério Público do Trabalho

Um grupo de sete trabalhadores demitidos em setembro do ano passado e o Sindicato dos Metalúrgicos de Erechim se reuniram nesta terça ( 22) com a procuradora do trabalho Renata Falcone Capistrano da Silva, em Passo Fundo, para buscar informações sobre o andamento da ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho envolvendo a demissão de mais de 800 metalúrgicos da Comil.
Em novembro do ano passado a Justiça do Trabalho de Erechim determinou a indisponibilidade de bens, proibiu a transferência de veículos e solicitou o bloqueio de até R$ 20 milhões na contas particulares dos empresários Dairto Corradi, Deoclécio Corradi e Diones Corradi Pagliosa com o objetivo de assegurar recursos para o pagamento das verbas rescisórias. Não foram encontrados bens ou recursos em nome dos sócios.
A dívida trabalhista declarada pela empresa no Plano de Recuperação Judicial é de R$ 17 milhões, e corresponde a 3,85% do total devido pela Comil. A empresa informou que pretende quitar a dívida vendendo uma propriedade localizada no Bairro Aeroporto, onde funciona a associação dos funcionários, avaliada em R$ 3,3 milhões e destinando 25% dos recursos líquidos do crédito de aproximadamente R$ 45 milhões que a empresa tem junto ao Governo Federal. “Sabemos que estas duas fontes são insuficientes para pagar a dívida, que é maior do que o informado no Plano de Recuperação, porque no cálculo não foi incluída a multa de 40% sobre o saldo do FGTS que as empresas têm que recolher quando demitem”, disse o vice -presidente do Sindicato, Rogério Luis Koch, que é funcionário da Comil.
A procuradora do trabalho informou que está marcada para o dia 11 de outubro uma nova audiência sobre a ação civil pública movida contra a Comil na Justiça do Trabalho de Erechim. Um dos trabalhadores presentes na reunião avalia que a insegurança é grande. “Não sabemos quando vai ter assembleia de recuperação judicial, não sabemos em que prazo a empresa pretende pagar o que nos deve, a empresa não informa a razão de ser a única credora do “Projeto Crack é possível vencer” que não recebeu o pagamento pelos ônibus entregues ao Governo Federal, enfim, as garantias que a empresa dá são muito vagas, por isso a ação do Ministério Público do Trabalho pode ser importante para dar perspectivas aos trabalhadores”. As demissões aconteceram há um ano e muitos trabalhadores ainda não conseguiram um novo emprego. O desemprego atinge principalmente os que estavam doentes ou que estavam com idade próxima à aposentadoria quando foram demitidos.